Poetas – Compositores – Músicos – Fadistas

“E é isto que é preciso meus senhores, p’ró fadinho ser cantado com todos os matadores”

Agradeço a colaboração

de

Fernando Batista - Porto * Manuel Carvalho - Porto * Maria de Lurdes Brás * Ilídio Dias * Vilma Joaquim Perez - Santos - Brasil


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domingo, 8 de junho de 2008

Lenita Gentil

Lenita Gentil é natural da Marinha Grande.
Começou a cantar aos 16 anos pela mão do maestro Resende Dias aos microfones dos Emissores Reunidos do Norte, vindo a profissionalizar-se pouco tempo depois na Emissora Nacional.
Começou a experimentar o fado ainda nos começos da década de 1970, gravou entre outros, "A tantos do tal" (Artur Ribeiro/Fernando Farinha/Fado Alexandrino) acompanhada pelo conjunto de guitarras de Jorge Fontes.
Esteve contratada na "Toca" de Carlos Ramos.
Com uma carreira de assinaláveis êxitos na canção, como "Partir, voltar" ou "Eles foram tão longe".
Representa Portugal em vários festivais interna­cionais, salientando-se duas vitórias consecutivas no Festival Hispano-Português do Douro e o Prémio da Crítica nas Olimpíadas da Canção, em Atenas, para além de destacadas participações em festivais no México, Roménia e Polónia.
"Tarde triste no Campo Pequeno" foi o “pasodoble” que fez saltar o nome de Lenita para a ribalta.
Em 1983 gravou aquele que se tornará num dos seus temas emblemáticos: "Preciso de espaço" (Vasco de Lima Couto/Verónica), nesta década vai-se dedicando cada vez mais ao fado que torna sua carreira por opção e dedicação.
Entre outros álbuns de Fado editou "Fado-Lenita Gentil" (Movieplay), "Maria la portuguesa" e "Fado para dois" com Natalino de Jesus, ambos com a etiqueta Ovação.
Além das várias digressões ao estrangeiro, Lenita Gentil canta habitualmente nas "Arcadas do Faia", ao Bairro Alto, em Lisboa.
Ao longo da sua carreira foi já distinguida com o Óscar da Imprensa e o Prémio Prestígio da Imprensa.
Em 2006 recebe o “Troféu Amália Rodrigues” – Melhor Álbum de Fado – "Outro lado do Fado', editado pela Ovação em 2005, pela sua interpretação quer em alguns temas já conhecidos, como "Fria Claridade" que canta na melodia do Fado Mouraria, ou "Maldição" (David Mourão-Ferreira / Alfredo Marceneiro), quer em inéditos como "As penas que me deixaste"(Rogério de Oliveira / Otério José Lopes).
O acompanhamento esteva a cargo de Fernando Silva na guitarra portuguesa, Jaime Santos na viola e Joel Pina na viola baixo.