Poetas – Compositores – Músicos – Fadistas

“E é isto que é preciso meus senhores, p’ró fadinho ser cantado com todos os matadores”

Agradeço a colaboração

de

Fernando Batista - Porto * Manuel Carvalho - Porto * Maria de Lurdes Brás * Ilídio Dias * Vilma Joaquim Perez - Santos - Brasil


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terça-feira, 8 de abril de 2008

Teresa Silva Carvalho

O entusiasmo que Teresa Silva Carvalho entregou, durante uma boa parte da sua vida, ao canto, sobretudo do fado, pode não ter tido equivalência numa carreira de êxito retumbante. Mas, com uma voz invulgarmente talentosa e uma escolha de raro critério de autores e compositores, deixou uma obra do maior nível no panorama da música popular portuguesa.
As lições de canto com a professora Maria Amélia Duarte D'Almeida revelam essa faceta empolgada de Teresa Silva Carvalho, que a elas chegava a tempo da aula ministrada ao aluno anterior e ficava depois da hora, para mais aprender.
D. Maria Amélia ainda tentou que Teresa deixasse o fado para se dedicar à carreira de soprano dramática, para a qual tinha extraordinários dotes, mas a cantora já então revelava uma das características mais fortes da sua personalidade: a noção da independência.
A par da actividade artística, Teresa Silva Carvalho abraçou vocações paralelas, que preenchiam as suas ambições.
É assim que se inscreve no Curso da Escola de Hotelaria, que veio a concluir, e que, por um acaso do destino, não ingressou na transportadora aérea TAP, onde poderia ter realizado um dos seus maiores sonhos: viajar.
Do Curso da Escola de Hotelaria tirou proveito como colaboradora do Hotel Palace do Buçaco e chefe de Relações Públicas do Hotel Balaia, no Algarve.
Estas funções, contudo, não a impediram de aperfeiçoar constantemente o brilhantismo da sua carreira.
Após o enorme êxito de "Ó Rama, Ó Que Linda Rama", Teresa Silva Carvalho escolheu, voluntariamente, um exílio pessoal, longe das lides artísticas, entre a sua casa de Lisboa e a que fora de seu bisavô, em Cernache de Bonjardim.
Dedica-se à leitura, à contemplação e ao cultivo de flores.
Passeia e fotografa constantemente.
De Teresa Silva Carvalho permanecem êxitos inesquecíveis como Canção Grata, Barca Bela e Amar.

Marcos principais da carreira:

1956 Com 18 anos, dá o seu primeiro espectáculo em Fão, Ofir, por ocasião do Cortejo dos Banhistas.
Toca acordeão e canta o Fado Hilário e o Fado do Ciúme, acompanhada à guitarra e à viola pelo pedreiro e o sapateiro da aldeia.
Participa, por duas vezes, no programa Nova Onda, de Maria Leonor, onde cantou "Sur Aio Vie" e "O Velho Fado do Castanheiro".
1965 Viajou até ao Brasil, onde deu o seu primeiro espectáculo de televisão.
Actuou em restaurantes típicos portugueses.
Recebeu ainda no Brasil, o primeiro convite para gravar.
De regresso a Portugal, foi convidada a actuar na Taverna do Embuçado, de João Pereira Rosa, onde foi primeira figura durante anos.
1970 Recebeu o Prémio de Imprensa,, destinado à Revelação de 1969.
Deu espectáculos e gravou discos com base nos poemas de alguns dos maiores nomes da literatura portuguesa.
Vitorino produziu e Teresa Silva Carvalho cantou e gravou "Ó Rama, Ó Que Linda Rama", o maior êxito da sua carreira.