Poetas – Compositores – Músicos – Fadistas

“E é isto que é preciso meus senhores, p’ró fadinho ser cantado com todos os matadores”

Agradeço a colaboração

de

Fernando Batista - Porto * Manuel Carvalho - Porto * Maria de Lurdes Brás * Ilídio Dias * Vilma Joaquim Perez - Santos - Brasil


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sexta-feira, 28 de março de 2008

Mariana Silva

Mariana Silva nasceu em Lisboa, freguesia de Stª Engrácia, em 7 de Outubro de 1933, tendo começado a cantar com a idade de 10 anos, no Salão Monumental, na R. Carvalho Araújo,sendo então conhecida como "A miúda do Alto do Pina".
Na 1ª página da revista Ecos de Portugal, de 1 de Maio de 1948, exibe-se a foto da "juvenil cantadeira" salientando-se que, embora contando apenas 14 anos, "está autorizada pela Inspecção Geral dos Espectáculos a cantar", autorização excepcionalmente dada, na altura, pelo Coronel Óscar de Freitas, mas com uma restrição: a pequena cantadeira só podia permanecer nas casas de espectáculo até às 23 horas.
Outros tempos... Cantou (e encantou), durante mais de 50 anos,na maior parte das casas de fado do país - Marialvas, Solar do Marceneiro,Patrício, Adega Mesquita, Adega Machado, Lisboa à Noite, Forcado, Viela, Márcia Condessa, etc. Actuou também no estrangeiro, nomeadamente em França (Versailles e Paris),Bélgica,Alemanha e Holanda.
Com cerca de 16 anos, gravou o primeiro disco, para a etiqueta Estoril; gravou posteriormente para a Rapsódia, Alvorada e Orfeu, entre outras. Reconhecida estilista de fado, ganhou o título de Raínha do Fado Menor, em 1952.
Quando se retirou (1999), fazia parte do elenco da Parreirinha de Alfama, a casa de fados/restaurante pertencente a Argentina Santos, casa a cujo elenco já tinha pertencido, nos anos cinquenta, e de que também faziam parte Berta Cardoso, Lina Mª Alves e Júlio Vieitas, e era então propriedade de Alberto Rodrigues, que também escreveu letras para fados.
Do seu vasto repertório, os seus maiores êxitos terão sido os fados: A Minha Sina, de Henrique Rego e Alfredo Marceneiro; Erva da Rua, de J.Linhares Barbosa e Armandinho; A Sina das Marianas, de J.Linhares Barbosa e J. António Sabrosa; Santa Mãe, de J.Linhares Barbosa e Alfredo Marceneiro e Amar Não é Pecado, de Moita Girão e Pedro Rodrigues, para só referir alguns.