Poetas – Compositores – Músicos – Fadistas

“E é isto que é preciso meus senhores, p’ró fadinho ser cantado com todos os matadores”

Agradeço a colaboração

de

Fernando Batista - Porto * Manuel Carvalho - Porto * Maria de Lurdes Brás * Ilídio Dias * Vilma Joaquim Perez - Santos - Brasil


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quinta-feira, 27 de março de 2008

Maria Teresa de Noronha

Maria Teresa do Carmo de Noronha Guimarães Serôdio (Paraty), tratada carinhosamente por Baté pelos íntimos, (7 de Novembro de 1918, Lisboa — 4 de Julho de 1993, São Pedro de Sintra), foi uma fadista de origem aristocrática, vindo a tornar-se Condessa de Sabrosa pelo seu casamento com D. José António Barbosa de Guimarães Serôdio, grande admirador do Fado, e guitarrista amador com uma sensibilidade fora do comum.
Com voz bem timbrada, e decidida aptidão para interpretar o Fado, desde muito cedo cantava nas festas de família e de amigos. Com a sua visita aos retiros de Fado passa a tornar-se conhecida a sua expressão artística, e a ganhar muitos admiradores autênticos, entre os conhecedores do Fado.
Gravou o seu o seu primeiro single com o título de "O Fado dos Cinco Estilos" em 1939.
A Emissora Nacional, em 1938, convida Maria Teresa de Noronha, que acompanhada pelo guitarrista Fernando Freitas e pelo violista Abel Negrão, foi apresentada aos ouvintes pelo locutor D. João da Câmara, sendo tal o êxito que foi convidada para um programa semanal de Fados e Guitarradas, que esteve no ar vinte e três anos.
Fados como Fado da Verdade, Fado Hilário e Fado Anadia foram êxitos que muito agradaram ao grande público, assim como outros fados do seu repertório, entre os quais: Nosso Fado, Fado Menor e Maior, Minhas Penas, Pintadinho, Pombalinho, Fado Rio Maior, etc.
Em 1968 Abandona a Emissora Nacional mas não deixa de cantar, continuando a fazê-lo em privado.
De entre as suas actuações no estrangeiro, destaca-se em 1946 a sua deslocação a Espanha, por ocasião do Festival da Feira do Livro de Barcelona, e ainda Madrid, a convite do Governo espanhol, para actuar no Hotel Ritz, onde teve um êxito estrondoso.
Ainda em 1946 foi ao Brasil e foi igualmente muito apreciada.
Actuou no Mónaco para Grace e Rainier e em 1964 desloca-se a Londres para actuar na BBC.
A sua dicção perfeita, a sua maneira de se expressar, domínio perfeito de figurações intrincadas como os pianinhos e os roubados tornou-a criadora de um estilo muito próprio, que fez escola.