Poetas – Compositores – Músicos – Fadistas

“E é isto que é preciso meus senhores, p’ró fadinho ser cantado com todos os matadores”

Agradeço a colaboração

de

Fernando Batista - Porto * Manuel Carvalho - Porto * Maria de Lurdes Brás * Ilídio Dias * Vilma Joaquim Perez - Santos - Brasil


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sexta-feira, 7 de março de 2008

Maria da Fé

De seu verdadeiro nome Maria da Conceição Costa Gordo, (Porto, 25 de Maio de 1945) é uma cantora de fado considerada um expoente nesta expressão musical.
Cedo se põe a cantar o fado. Já aos nove anos, na sua cidade natal, participa em festas particulares, ganhando concursos. Com dezoito anos muda-se para Lisboa, sendo logo contratada para cantar nas principais casas de fado e depois no Casino do Estoril.
O seu primeiro disco é de 1959. Esta criação dá-lhe projecção nacional. Inicia em 1963-64 a sua experimentação musical lançando o Pop-Fado, algo criticado por tradicionalistas, mas que lhe rende maior projecção.
Em 1967 alcança finalmente o sucesso com as canções Valeu a Pena, Primeiro Amor.
Casou-se em 1968 com o compositor José Luís Gordo, que lhe dedica algumas composições e a tem como autêntica musa.
No ano seguinte torna-se a primeira fadista a participar no Festival RTP da Canção.
Em 1975, junto com o marido e António Mello Correia, inaugura o restaurante Sr. Vinho, onde o fado é um dos atractivos, na linha da velha tradição das casas de fado.
Esta casa torna-se um dos importantes espaços culturais de Lisboa.
Participa num dos filmes protagonizados pelo actor americano Robert Wagner, interpretando dois dos seus maiores sucessos: Cantarei Até Que a Voz Me Doa e Portugal Meu Amor, acompanhada por quatro instrumentistas.
Maria da Fé é uma das raras artistas portuguesas a levar o fado até ao Brasil (1984 - 1987), actuando nas principais casas de espetáculo do Rio de Janeiro e de São Paulo.
Faz chegar o fado a outros países, como os Estados Unidos, Bélgica, Itália.
O cantor e compositor brasileiro Caetano Veloso homenageia a grande fadista no seu álbum "Língua Portuguesa".
No ano de 2005 o Ministério da Cultura de Portugal, atribui-lhe a Medalha do Mérito Cultural, como reconhecimento por uma carreira de mais de quarenta anos, defendendo uma das mais legítimas vozes culturais do país.
Recebeu ainda a Cruz de Mérito da Cruz Vermelha Portuguesa e a Medalha de Ouro da Cidade do Porto.
Em 2006, Maria da Fé é distinguida com o Prémio para a Melhor Intérprete Feminina de 2006 pela Fundação Amália Rodrigues.

David Mourão-Ferreira, poeta português disse:
"O Fado é Maria da Fé."
Ary dos Santos, outro poeta, registou:
"Nanja por direito e por talento, Maria da Fé é a verdade do Fado."
"Maria da Fé, onde o fado é mais fado."
Vasco de Lima Couto, também poeta:
"Ao Norte abriste a voz, ao Sul achaste-a num fado
A que te deste de corpo inteiro."
A sua discografia conta com trinta LPs e vinte CDs.
A sua voz é presença em todas as colectâneas de fado.
Tem cerca de 450 temas gravados.
Do álbum "Cantarei até que a Voz me Doa" (título da principal canção de seu marido), já vendeu mais de 350 mil unidades.

Dentre estes destacam-se:

Valeu a Pena,
Primeiro Amor,
Fado Errado,
Vento do Norte,
Obrigado,
Cantarei Até que a Voz me Doa,
É Mentira,
Divino Fado