Poetas – Compositores – Músicos – Fadistas

“E é isto que é preciso meus senhores, p’ró fadinho ser cantado com todos os matadores”

Agradeço a colaboração

de

Fernando Batista - Porto * Manuel Carvalho - Porto * Maria de Lurdes Brás * Ilídio Dias * Vilma Joaquim Perez - Santos - Brasil


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segunda-feira, 3 de março de 2008

José Pracana

José Pracana, é um dos mais conceituados guitarristas portugueses da actualidade.
É natural de Ponta Delgada, S. Miguel, Açores, onde nasceu em 1946.
Também ele grande admirador do fado, da sua obra e de outros famosos guitarristas, grandes referências e verdadeiros ícones da guitarra portuguesa, nomeadamente Armandinho, Jaime Santos, Artur Paredes e muitos outros.
José Pracana iniciou a sua carreira artística depois de fixar residência em Lisboa, em 1964, como "fadista amador", estatuto que sempre fez questão de manter.
Na televisão actuou já em programas como "Zip-Zip", de Carlos Cruz, Raúl Solnado e do saudoso Fialho Gouveia (1969), "Curto-Circuito", de Artur Agostinho (1970), "Um, Dois, Três", de Carlos Cruz (1985), "Noites de Gala",de João Maria Tudela (1987), "Piano Bar", de Simone de Oliveira (1988),"Regresso ao Passado", de Júlio Isidro (1991) e "Parabéns", de Herman José(1994), entre outros.
Como cantador, José Pracana editou os trabalhos discográficos "Primavera Perdida" e "A Lenda das Rosas" e, como imitador, gravou um trabalho discográfico intitulado "A Ceia dos Intelectuais".
Contudo, é como guitarrista que se encontra representado em discografia significativa, acompanhando fadistas como Orlando Duarte, Alfredo Marceneiro (de quem era amigo pessoal), João Braga, Nuno de Aguiar, João Ferreira-Rosa e Manuel Cardoso de Menezes, além do grupo de cantares "Belaurora", das Capelas, S. Miguel.
Ao longo da sua carreira somou sucessivas actuações no continente português e ilhas dos Açores e da Madeira, mas também Angola, Macau, Espanha, França,Holanda, Bélgica, Luxemburgo, Dinamarca, Hungria, Israel, Bahrain,Tailândia, Zaire, África do Sul, Brasil, Venezuela, Argentina, EUA, Canadá,México, Noruega e Japão.
José Pracana tem vindo a dedicar-se também à investigação, organizando para a editora EMI/Valentim de Carvalho e assessorando em Londres nos famosos estúdios da "Abbey Road" a remasterização digital de exemplares em 78 rpm e45 rpm para a edição "Biografias do Fado" (1994/97/98) e "Biografia da Guitarra" (2005).
Colaborou igualmente na edição de "Um Século de Fado/EDICLUBE" (1999) e participou no "I Colóquio Internacional do Fado"realizado em Lisboa (2001), além de ter proferido a palestra "O Fado em Lisboa e a Guitarra Portuguesa" na Sociedade de Geografia de Lisboa (2002).
A fase mais recente da sua carreira artística culminou com a sua actuação como guitarrista no "Japão/Expo AICHI/2005" e com a conquista do "Prémio Fado Amador" que lhe foi atribuído este ano pela Fundação Amália Rodrigues.