Poetas – Compositores – Músicos – Fadistas

“E é isto que é preciso meus senhores, p’ró fadinho ser cantado com todos os matadores”

Agradeço a colaboração

de

Fernando Batista - Porto * Manuel Carvalho - Porto * Maria de Lurdes Brás * Ilídio Dias * Vilma Joaquim Perez - Santos - Brasil


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quinta-feira, 6 de março de 2008

Fernando Farinha

Talvez poucas pessoas saibam que esta figura tão típica da cidade de Lisboa e da sua memória nasceu, afinal, no Barreiro, em 1928.
O seu pai, barbeiro, decide tentar a sorte na capital e, com 8 anos, o pequeno Fernando vem viver para o bairro do Bica.
No ano seguinte canta pela primeira vez em público, num concurso entre bairros. Triunfante, com alcunha logo ali ficou: o "Miúdo da Bica".
Com 11 anos, por morte o pai, torna-se profissional do fado, para o que foi precisa licença especial.
Apoiado pelo conhecido empresário José Miguel, vai ganhar 50 escudos por noite no Café Mondego.
Pela mão de Fernando Santos, jornalista e autor, entra ainda criança no Teatro de Revista (Boa Vai Ela), na qual se estreia, igualmente, Laura Alves.
Aufere 100 escudos por noite. Assim ampara a família.
O percurso das casas de fados será o seu destino nos anos que se seguem: Retiro da Severa, Solar da Alegria, Café Latino. Com 23 anos vai pela primeira vez ao Brasil.
Aí estará durante quatro meses, actuando nas rádios Tupi e Record, de São Paulo.
Ao longo de toda a década de cinquenta internacionalizará, progressivamente, a sua carreira junto das prósperas comunidades portuguesas, sobretudo do Brasil.
Em 1957 é nomeado "A Voz mais portuguesa de Portugal", pela Rádio Peninsular.
Presente na televisão desde os seus alvores, Fernando Farinha participa no programa Melodias de Sempre.
A década de sessenta é o culminar da sua popularidade.
Segundo classificado em 1961, triunfa em 1962 como Rei da Rádio.
No ano seguinte vence o primeiro galardão "Disco de Ouro", à frente de Calvário e de Tudela.
Em 1963 ganha o Oscar da Casa da Imprensa para melhor fadista.
Participou nos filmes O Miúdo da Bica e Última Pega.
Continuou a sua carreira nas décadas seguintes, actuando sobretudo para as comunidades de emigrantes.
Uma das suas facetas menos conhecidas é a sua capacidade como letrista e poeta popular.
Principais êxitos:Sou do Povo, Deus Queira, Belos Tempos, Dias Contados, Menina do Rés-do-Chão, Fado das Trincheiras, Eterna Amizade, Guitarra Triste.