Poetas – Compositores – Músicos – Fadistas

“E é isto que é preciso meus senhores, p’ró fadinho ser cantado com todos os matadores”

Agradeço a colaboração

de

Fernando Batista - Porto * Manuel Carvalho - Porto * Maria de Lurdes Brás * Ilídio Dias * Vilma Joaquim Perez - Santos - Brasil


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quinta-feira, 27 de março de 2008

Cidália Moreira

Cidália Moreira nasceu em Olhão em 1944) é actriz e fadista, também conhecida como a "fadista cigana".
Nascida em maus anos para a Europa, desde cedo assumiu a sua paixão pelo canto e pela dança e demonstrava-o nas festas da sua escola, onde sobressaía.
Com 7 anos de idade torna-se vocalista de um conjunto de animação de bailes, no qual se mantem até ao 14 anos.
A sua família, ligada intimamente ao flamengo, nunca lhe negou o fado, e era nas patuscadas a que o pai, primo direito de Casimiro Ramos, a levava, onde cantava para mais público.
Já em 1973, ano de alguma agitação, parte para Lisboa e é no rstaurante Viela, à Rua das Taipas, que se estreia profissionalmente.
Integrou o elenco da casa dessa época, que contava com Beatriz Ferreira, Beatriz da Conceição e Berta Cardoso.
Cidália sobressaía pela garra e envolvência a cantar, e também pela dramatização.
Morena e de cabelos muito compridos, não tardou a que a apelidassem de "A Cigana do Fado".
Na mesma década, 1979 Cidália parte numa digressão na Alemanha, onde, num castelo romântico nos arredores de Hamburgo, obteve vasto êxito.
Já nesse tempo inicia uma produção discográfica intença, gravando vários discos EP e LP. Empreende-se então, a convite de várias intituições estrangeiras, em digressões que a levaram à França, Espanha, África do Sul, EUA e Canadá.
Teve também êxito no Brasil, onde permaneceu quatro anos.
É posteriormente convidada para representar no teatro de revista, destacando-se em revistas como Cá Vamos Cantando e Rindo, Ora Bolas P´ró Pagode e Força, Força Camarada Zé.
No Teatro ABC canta, numa dessas revistas, um dos seus maiores êxitos Lisboa meu amor, que nunca chegou a ser gravado em disco.
Fado Errado também foi um dos seus grandes êxitos.
Odisseia no Parque 2005 foi a sua última revista no Teatro Maria Vitória.