Poetas – Compositores – Músicos – Fadistas

“E é isto que é preciso meus senhores, p’ró fadinho ser cantado com todos os matadores”

Agradeço a colaboração

de

Fernando Batista - Porto * Manuel Carvalho - Porto * Maria de Lurdes Brás * Ilídio Dias * Vilma Joaquim Perez - Santos - Brasil


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quinta-feira, 6 de março de 2008

António Zambujo

António Zambujo nasceu em Beja em Setembro de 1975. É considerado uma das melhores vozes de fado masculinas da sua geração. Pela influência da região onde cresceu, alia ao género os cantares alentejanos, que o acompanharam desde sempre. O jazz e a música popular brasileira (MPB) são outras das referências recorrentes no seu trabalho.Estudou na Academia de Música de Beja, mas o fado cedo se manifestou nas suas interpretações musicais, tendo, aos 16 anos, vencido um concurso do género. Mais tarde, quando da ida para Lisboa, começaria a sua carreira de fadista, actuando no Clube do Fado, em Alfama, e posteriormente na casa de fados "Sr. Vinho".Em 1999 participa no musical de Filipe La Féria, "Amália", dando vida à personagem do primeiro marido da fadista. António Zambujo desempenha esse papel durante quatro anos, o que, segundo afirma, se revelou bastante importante para adquirir experiência de palco e perceber a disciplina de uma produção teatral. Três anos depois da sua estreia, em "Amália", chega às lojas o seu primeiro disco, intitulado "O Mesmo Fado". O seu segundo longa-duração é editado em 2004. "Por Meu Cante", nome do sucessor de "O Mesmo Fado", evidencia a tradição do cantar alentejano. Paralelamente ao lançamento dos discos realiza vários concertos por Portugal e pelo estangeiro. Em 2006 é distinguido pela Fundação Amália Rodrigues como "Melhor Intérprete Masculino de Fado".O seu terceiro álbum, "Outro Sentido", de 2007, continua a manifestar o caminho seguido em "Por Meu Cante", onde além do cantar alentejano o músico vai buscar também influências jazz, da MPB (incluindo temas brasileiros) e de outras paragens - como um tema inspirado numa canção tradicional dos Açores, para o qual convidou um coro feminino de vozes búlgaras - aos quais alia clássicos do fado, como 'Amor de Mel, Amor de Fel', de Amália, ou 'Nem às Paredes Confesso', de Max, seu cantor preferido e forte referência no seu trabalho.Além de outras direcções musicais, "Outro Sentido" levou o cantor a outras geografias, com actuações em países como o Azerbeijão, e a uma distinção no semanário de world music, "MondoMix".