Poetas – Compositores – Músicos – Fadistas

“E é isto que é preciso meus senhores, p’ró fadinho ser cantado com todos os matadores”

Agradeço a colaboração

de

Fernando Batista - Porto * Manuel Carvalho - Porto * Maria de Lurdes Brás * Ilídio Dias * Vilma Joaquim Perez - Santos - Brasil


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domingo, 2 de março de 2008

António Chainho

Foi em 1992 que António Chainho iniciou uma carreira em nome próprio como solista de guitarra. Depois de ter permanecido vários anos no lugar de guitarrista de acompanhamento, o músico começou então a receber convites para participar em eventos internacionais e para tocar ao lado de solistas tão prestigiados como Paco de Lucía e John Williams.António Chainho nasceu em 1938, em S. Francisco da Serra, no Baixo Alentejo, e quando contava apenas sete anos começou a interessar-se pela guitarra, influenciado pelo pai. Aos onze, já tocava os fados de Amália Rodrigues, que ouvia a mãe cantar e que passavam nos programas de fados da Emissora Nacional. Não demorou até o seu estilo muito próprio ser notado. Resultava de uma combinação entre a técnica e o bom gosto, a sensibilidade e o virtuosismo. Ainda antes de se lançar a solo, o músico percorreu o mundo ao lado de todos os grandes fadistas portugueses, entre os quais se contam os nomes de, Alfredo Marceneiro, Carlos do Carmo e Hermínia Silva. Ao longo da sua carreira, António Chainho realizou algumas participações experimentalistas, que o distinguem dos seus colegas com carreiras mais ortodoxas. O músico gravou recentemente com Maria Dollores Pradera, uma prestigiada artista espanhola, bem como com José Luís Alte e Carlos Cano.Já a solo, foi convidado para apoiar experiências e incursões ao universo do fado, realizadas por cantoras como Gal Costa e Fafá de Belém. O experimentalismo prosseguiu com uma colaboração em parceria com Rão Kyao, na qual o músico criou sonoridades adaptadas às concepções presentes em "Fado Bailado", "Estrada da Luz" e "Oásis".Depois da edição do disco de 1996, que gravou em conjunto com a Orquestra Sinfónica de Londres, sob a direcção do maestro José Calvário, foram inúmeras as participações em eventos de prestígio. Passou pelo Festival Memphis in May, nos Estados Unidos, e deu um concerto no Bockenheimer Depôt, integrado no programa da Feira Internacional de Frankfurt em 1997.No ano seguinte, no âmbito da Expo'98, o músico colaborou no espectáculo "Homenagem a Amália Rodrigues", que teve lugar na Praça Sony. Do mesmo modo, foi convidado de Fafá de Belém e realizou ainda um concerto em nome próprio, que registou a maior afluência de todos os espectáculos incluídos no programa "Festival da Guitarra Portuguesa".Em 1998, viu chegar às lojas o disco "A Guitarra e Outras Mulheres", que contou com a colaboração de grandes vozes femininas da música portuguesa, caso de Teresa Salgueiro, Nina Miranda, Marta Dias, Filipa Pais e Sofia Varela, que também estiveram presentes no concerto de apresentação do álbum, realizado no ano seguinte no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém.Em 2000, António Chainho editou "Lisboa - Rio", um disco gravado nos AR estúdios, localizados no Rio de Janeiro, e produzido por Celso Fonseca e Beco Dranoff, que contou nos arranjos e na direcção de orquestra com Eduardo Sousa Neto.Entre as vozes convidadas, figuram os nomes de Jussara Silveira, Ney Matogrosso, Virgínia Rodrigues e Paulinho Moska.