Poetas – Compositores – Músicos – Fadistas

“E é isto que é preciso meus senhores, p’ró fadinho ser cantado com todos os matadores”

Agradeço a colaboração

de

Fernando Batista - Porto * Manuel Carvalho - Porto * Maria de Lurdes Brás * Ilídio Dias * Vilma Joaquim Perez - Santos - Brasil


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quinta-feira, 6 de março de 2008

Anita Guerreiro

Uma das atracções mais típicas e queridas da revista, Anita Guerreiro continua ainda hoje a trabalhar e a ser uma autêntica preferida do público, embora actualmente na televisão, onde participa regularmente em telenovelas e séries de comédia.
Tal como muitos outros, Anita Guerreiro começou, com apenas sete anos, por ser uma das "miúdas", fadistas infantis que ficavam identificados com o bairro de onde vinham - sendo "a miúda do Intendente", bairro onde nascera em 1936.
Com apenas quinze anos de idade, em 1952, Anita Guerreiro (nome artístico, pois o seu verdadeiro nome é Bebiana Cardinalli) concorria a um passatempo do popular programa radiofónico Combóio das Seis e Meia.
Espantado com o que ouvia, o produtor do programa, Marques Vidal, convidou-a imediatamente para se juntar ao elenco e, poucas semanas depois, estreava-se como fadista no Café Luso.
Antes de completar os vinte anos, era já vedeta de revista, género em que se estreou em 1955.
A Anita Guerreiro se deve a criação de um fado-canção que ficou na boca do povo e até Amélia gravou: Cheira a Lisboa, que criou em 1969 na revista Peço a Palavra.
Irónicamente, pouco depois desse sucesso colossal, Anita Guerreiro afastou-se da revista durante mais de uma década, apenas regressando em 1982.
Manteve-se entretanto activa como fadista, cantando em casas de fados e actuando no estrangeiro.