Poetas – Compositores – Músicos – Fadistas

“E é isto que é preciso meus senhores, p’ró fadinho ser cantado com todos os matadores”

Agradeço a colaboração

de

Fernando Batista - Porto * Manuel Carvalho - Porto * Maria de Lurdes Brás * Ilídio Dias * Vilma Joaquim Perez - Santos - Brasil


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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Katia Guerreiro - Fadista

Nascida a 23 de Fevereiro de 1976, na África do Sul, Katia Guerreiro vai, ainda criança, para a ilha de S. Miguel, nos Açores. É com a idade de 15 anos, a tocar a “Viola da Terra” - um instrumento tradicional do Arquipélago – no Rancho Folclórico de Santa Cecília, que dá início ao seu percurso musical. Lisboa é o seu próximo destino, onde frequenta o curso de Medicina, que termina em 2000. Mas mantém sempre uma intensa ligação à música durante estes anos académicos, como vocalista na banda rock “Os Charruas”.É em Outubro desse mesmo ano, num concerto de homenagem a Amália Rodrigues, realizado no Coliseu de Lisboa, que Katia abraça o Fado pela primeira vez e encanta a assistência com a sua interpretação, sendo unanimemente considerada a melhor actuação da noite. Começa assim, nesse dia, a sua carreira como cantora de Fado.Editado em Junho de 2001, FADO MAIOR é o seu primeiro CD. Disco de Prata, nomeado para o Prémio José Afonso e pioneiro na Coreia do Sul (onde atinge de imediato o Top de Vendas), é representado, no Japão, pela editora Latina, e na Europa pela Empreinte Digitale.NAS MÃOS DO FADO é o seu segundo CD, lançado no mercado em Dezembro de 2003. Katia selecciona para esta obra um repertório rico e cuidado, privilegiando a poesia dos maiores nomes da literatura portuguesa, entre os quais se destacam Luís de Camões, Florbela Espanca, Ary dos Santos e António Lobo Antunes. Com uma nova nomeação para o Prémio José Afonso, este segundo trabalho é a confirmação de uma carreira promissora. Reconhecendo em Katia Guerreiro um valor incontornável da música portuguesa, a cadeia japonesa de televisão NHK faz deslocar a Portugal uma equipa de jornalistas, e produz um documentário de uma hora à sua vida e à sua carreira. Também o prestigiado canal cultural francês TV Mezzo produz, em 2004, um filme que lhe é inteiramente dedicado, o qual vem a ser transmitido em Setembro do mesmo ano. Nos dois tours que faz durante esse ano, Katia brinda a França e o Japão com dez actuações em cada um dos países.A crítica internacional tem-lhe tecido os maiores elogios, e Katia conta hoje com entrevistas feitas por conceituados meios de comunicação: RTP, TVI, TVE, TV5, NHK, LE MONDE, BBC, entre outros. Katia Guerreiro leva o Fado a públicos que o desconheciam, e até a alguns artistas, como é o caso do brasileiro Zé Renato, que se interessa pelo estilo musical a partir daí e com ele estabelece várias parcerias.Ao longo de 2004, por diversas vezes é convidada pelo Governo Português para representar a canção portuguesa, não só em recepções oferecidas a Presidentes e Ministros de outros países, de visita a Portugal, mas também fazendo parte da comitiva oficial portuguesa em visitas oficiais por todo o mundo.Nas comemorações do 30º aniversário da Revolução de Abril, Katia Guerreiro é uma das 30 personalidades distinguidas entre as que se notabilizaram, nas mais diversas actividades, nestas primeiras décadas da democracia portuguesa. A par consigo estão cientistas, escritores, maestros, etc.Em Fevereiro de 2005, Katia é convidada por Martinho da Vila para gravar, em dueto, uma das faixas do seu novo CD: Brasilatinidade. O cantor brasileiro considera-a a melhor voz da nova geração do Fado. Em Outubro de 2005, Katia Guerreiro lança no mercado o seu terceiro CD TUDO OU NADA, desta vez com poemas de Vinicius de Moraes, Sophia de Mello Breyner e António Lobo Antunes, entre outros. Conta ainda com a presença do pianista Bernardo Sassetti, que a acompanha na faixa “Minha Senhora das Dores”.Igualmente no decurso deste ano, Katia recebe um convite para inaugurar uma nova Sala de Concertos em Berna, na Suiça, e também para um espectáculo na Ópera de Lyon, em França. Participa ainda, a convite do Ministro da Cultura e Comunicação de França, Mr. Donedieu de Vabres, nos RENCONTRES POUR L’EUROPE DE LA CULTURE, realizados na Comédie Française, em Paris, a par com grandes nomes da cultura europeia e mundial, tais como Tereza Berganza, Jeanne Moreau, Costa Gavras, Barbara Hendricks. Katia termina a sua intervenção – que inclui um discurso na sua própria língua – com um aplaudidíssimo fado cantado « a capella », como ilustração deste género musical. A sua eloquente defesa da identidade cultural de cada estado membro da União Europeia vale-lhe a nomeação, no ano seguinte, de Membro do Parlamento Europeu da Cultura.A convite do Director do Centro Cultural Fundação Calouste Gulbenkian, em Paris, Katia apresenta nesta instituição uma Conferência/Concerto denominada O FADO (o primeiro evento do género, para este tipo de música), com o musicólogo e Professor da Universidade de Évora, Ruy Vieira Nery. Em 2006 é relançado o álbum TUDO OU NADA, que conta com dois temas bónus gravados com Ney Matogrosso, durante a passagem do artista brasileiro por Lisboa. Um dos temas é a Menina do Alto da Serra, do álbum Tudo ou Nada, e o outro é Lábios de Mel, que faz igualmente parte do último álbum de originais de Ney Matogrosso. Pedro Jóia é o guitarrista que acompanha Katia e Ney nesta incursão luso-brasileira.Katia Guerreiro é, hoje, uma intérprete consagrada e reconhecida como uma notável embaixadora da música portuguesa. Como corolário da excelência do seu trabalho recebeu, em Fevereiro de 2006, o prémio PERSONALIDADE FEMININA 2005, disputado pelos nomes mais importantes do panorama musical português. O público que a elegeu considerou-a “uma das mais bonitas vozes da actualidade, aliada a uma invulgar capacidade vocal”.Está em preparação um CD/DVD de fados sinfónicos, cujo lançamento está previsto para o Outono de 2007. Este trabalho regista uma parceria de Katia Guerreiro com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, dirigida pelo maestro Álvaro Cassuto. Desde o início da sua carreira, Katia tem apresentado o Fado um pouco por todo o mundo: França, Marrocos, Bélgica, Inglaterra, País de Gales, Egipto, Suiça, Espanha, Noruega, Polónia, Suécia, Grécia, Coreia do Sul, Japão, Itália, Tunísia, Nova Caledónia, Turquia e Índia, para além de Portugal, são países que já aplaudiram as suas actuações nos mais belos Palcos e nos mais importantes Festivais de música.